Desafio Literário 2012

Quero um 2012 cheio de desafios. E de preferência, que eles sejam todos superados, conquistados, cumpridos…
E para começar, o Desafio Literário 2012. Uma ótima oportunidade de não sucumbir à internet e voltar a ler o tanto que deveria e gosto.
A proposta é ler pelo menos 12 livros por ano, dentro de temas pré-estabelecidos. Pra valer como lido é preciso fazer aquela resenha básica.
Como ainda tenho muita coisa não lida nas minhas prateleiras vou dar tentar encaixar os meus nas categorias. E como a grana está curta, próximo passo é recorrer à bibliotecas públicas.
Fiz uma pré-lista do que pretendo ler, tentando sempre ter três opções em cada categoria.
Tempo de faxina
Tenho tanto para atualizar, compartilhar. Assuntos, histórias… uma infinidade de coisas para colocar em dia. Muito aconteceu desde o último post. Tenho, também, que dar uma arrumada no blog. Fazer a faxina mesmo. Prometo fazer até o fim de 2011. Por que afinal, 2012, se não for o último ano, tem que ser bem aproveitado.
Por enquanto, digo que já estou de volta ao aconchego do lar desde 17 de outubro.
Ah, e me visitem no 1200 calorias. Tumblr onde jogo todas as frustrações, angústias e expectativas da minha dieta.
Seis meses de Irlanda – A missão
No post anterior, contei um pouco do que se passou dentro de mim nesse período de Irlanda. Agora vamos ao que importa. O que aconteceu depois de pensar: putz, e agora! O dinheiro está acabando: hora de remarcar a passagem?
Isso foi lá em fevereiro, um pouco antes dos três meses e da minha última parcela do Seguro Desemprego, fato que me segurou mais tempo sem um ganha pão real por aqui.
O que fazer? Voltar pra casa? Era um opção, mas claramente a última. Depois de gastar tempo e dinheiro eu não poderia simplesmente voltar três meses depois. Tinha que conseguir emprego.
Aí mora a vantagem de ser mulher. Au Pair na Irlanda é muito comum. As famílias estão sempre procurando. Pensava nisso como uma possibilidade, mas como a última já que havia desistido de tentar o programa de Au Pair nos EUA por quer ter mais independência e não precisar morar na casa de ninguém. Porém, ah, porém, essa acabou se mostrando uma boa alternativa por não ter que arcar com as contas do dia-a-dia: comida, luz, internet e aluguel.
Existe aqui na Irlanda uma espécie de agência de Au Pair para meninas brasileiras. Que nada mais é do que uma outra brasileira que arruma entrevistas e cobra a pequena taxa de 200 euros pra colocação numa família. O dinheiro só é pago quando a família está certa. Pra quem está no desespero é uma boa alternativa. Eu tentei por esse meio e fiz algumas entrevistas. Nenhuma com sucesso.
Indicação é tudo nessa vida. Em terras estrangeiras, então. Melhor ainda. Denise, minha colega de aula era (ainda é) au pair em Shankill, uma village perto de Bray, e me disse que sua vizinha estava precisando de alguém e tal.
No dia 17 de fevereiro, fui conhecer a família e acabei sendo ‘contratada’. Isso foi numa quinta-feira. A mudança aconteceria no domingo e a partir de segunda-feira já estaria trabalhando.
Minha atual casa na Irlanda
Confesso que o meu sentimento não foi nem um pouco parecido com o que eu espera. Poxa, eu tinha conseguido um emprego e não estava feliz. Na verdade me senti bem aflita, com medo mesmo. Ir morar na casa de outra família, um pouco longe da cidade e o salário era abaixo do normal para a ‘categoria’. No entanto, minha situação financeira na Irlanda não me permitia escolher não aceitar o trabalho, apesar de toda a indecisão.
O primeiro dia foi o pior. Eu tinha vontade de pegar minhas coisas e correr de volta pra casa, no Brasil. Tanto era meu sofrimento que chorei quando falei com a família por skype. Foi a primeira vez. E um erro, certamente. Só deixei todo mundo preocupado. Minha afilhada, pobrezinha, ficou chorando desesperadamente.
Minha mãe disse pra eu aguentar firme, ficar e continuar procurando outras coisas e voltar pra casa no fim do curso, em junho.
No segundo dia, as coisas ainda estavam ruins. Só que desta vez eu queria sair da casa e voltar pro ap onde eu estava antes. Não ir embora da Irlanda de vez. Aí o dia foi chegando ao fim e as coisas se ajeitaram. Fui acostumando e quando vi fiz um mês, dois e agora já são três.
Obviamente tiveram dificuldades. Ainda tem. No início, a menina me odiava, era grossa. Imaginem, uma pirralinha de 4 anos te tratando mal? Não é fácil. Isso melhorou também. Um dia, do nada, ela vem no meu quarto, me abraça e diz que me ama. Own….
O menino, mais velho, foi mais fácil. Exceto claro, como quase todos os meninos de 9 anos, tem um sério problema em ouvir. Às vezes é inútil falar. O momento do homework é o mais estressante, já que ele se distrai facilmente com qualquer coisa.
No fim das contas, tudo se ajeitou e ficaria nessa família até novembro, quando for a hora de voltar pra casa. Obviamente, quero arrumar outras coisas, novas experiências, mais dindim. Porém, não posso negar que é um constante aprendizado conviver numa família que não é a tua. E mesmo o dinheiro sendo pouco fui pra Londres encontrar minha BFF Gisele Ramos e estou indo na próxima semana pra Paris. São duas grandes realizações, isso não tem como negar. Também não posso mentir, parte do dinheiro usado nessas viagens foi presente de aniversário que minha família mandou. E não tirando meus méritos, devo dizer que, a administração dos ‘recursos’ não é nada fácil, mas estou conseguindo lidar com certo sucesso.
E não, não vou voltar pra casa agora em junho. Ainda não tenho a data, pois preciso remarcar minha passagem – outra pequena novela, mas será pra novembro, de acordo com o plano inicial.
181 dias depois…
…Ou 6 meses.
Minha jornada chegou na metade.
Olhando pra frente, sempre
Já quis desesperadamente entrar no primeiro avião de volta pra casa. Mas fiquei. E desde então tenho uma companheira fixa: a saudade. E ela sabe ser absurda. Tem dias que fica me falando da luz que entrava pela janela da cozinha da minha casa ao entardecer. Mas quase sempre ela está ali pra lembrar que no fim da jornada, as pessoas que mais amo no mundo estarão me esperando de braços abertos. E por isso continuo.
Falando assim até parece que estou reclusa em algum convento ou prisão. Não, nada disso. Vim pra cá por uma opção. Mais. Por um desejo, algo muito maior que eu. Um sonho alimentado dia-a-dia nos últimos sei lá quantos anos da minha vida.
E quando se está assim, tão longe de tudo, fica difícil associar o que acontece com vida real. Mas a verdade é que essa intensidade de acontecimentos e sentimentos é o verdadeiro intercâmbio. Emprego, compras, viagens, aperfeiçoamento da língua, isso tudo que se espera ao reservar as passagens acabou sendo lento e longe daquilo que eu esperava. Mas o crescimento pessoal caminha a passos largos todos os dias.
E essa é a verdadeira intenção do intercâmbio – isso claro, considerando o intercâmbio como algo com vontade própria. Porque acredito que ninguém que passe por uma experiência dessa saia indiferente. Sem mudanças. Saímos daquele casulo de conforto e tranquilidade que é a nossa casa e de repente estamos no mundo. Sozinhos. Metaforicamente falando, claro. Pois, por mais que estejamos acompanhados ou conheçamos boas pessoas ao longo do caminho, a vivência, a moral da história da fábula do intercambista é diferente para cada um de nós.
É como a eterna pergunta do jornalismo sobre a parcialidade. Cada um verá um lado e terá uma história diferente pra contar. Um perspectiva, um aprendizado. E é por isso que sigo em frente, esperando meus próximos 181 dias. Pra crescer e transformar os perrengues, as dúvidas, os conflitos e tudo mais que acontecer em boas histórias de vida.
Uma amiga minha disse, num momento em que eu estava em dúvida em relação ao que fazer:
Quem sai de casa pra morar em outro país não está querendo aprender outra língua. Essa pessoa procura muito mais que simplesmente isso.
E ela tem toda a razão. A minha jornada ainda não acabou, mesmo tendo passado por momentos difíceis e de indecisão.
E já que estou na Irlanda, não custa parafrasear o U2:
I still haven’t found what I’m looking for
4 meses de Irlanda*
Fiz quatro meses de Irlanda bem no dia de St. Patrick, dia 17 de março. O santo é padroeiro do país, então a galera se veste de verde e vai pra rua beber. Com direito a parada e tudo. A melhor definição que ouvi para o que acontece no dia foi “Carnaval de Tim Burton”
Também cheguei a uma conclusão. Irlandês não sabe se divertir. Só sabem ficar bêbado. E pra muitos sei que é sinônimo de diversão, mas gente, nem uma musiquinha na rua rolava. Os pubs tinham música ao vivo, em geral de boa qualidade, mas as pessoas nem dançavam. Só bebiam. Enfim, um tipo diferente de ‘carnaval’, realmente. Nem muita pegação eu vi.
Mas vamos aos 4 meses longe de casa.
A primeira semana foi a das novidades. As descobertas num país diferente. Assim como foi a semana das dúvidas. “O que eu estou fazendo aqui?”, me perguntava frequentemente.
Aí depois foi levando, as coisas rolando. Ainda muita novidade. Sem uma rotina definida. Afinal era correria atrás da documentação, casa e claro a preocupação com o emprego. O mais importante, diga-se de passagem. Por que se por um lado a comida é barata, por outro o aluguel e a luz contas bem salgadas e pesam muito no bolso. A internet, o supérfluo mais essencial, é relativamente barata quando dividida.
Aí veio a primeira neve. Que maravilha! Lindo, lindo. Aquela sensação de voltar a ser criança, de experimentar algo pela primeira vez. Um bando de adultos brincando na neve. Andar, no outro dia, na neve não foi tão divertido. Quando a neve no chão ainda está fofa se leva uma eternidade pra ir de um lugar a outro. Quando o gelo está derretendo vira uma pista de patinação. São tombos e escorregadas que não acabam mais.
Ainda consegui sair dessa com um saldo positivo. Só cai uma vez. Sim, por que sem gelo eu vivo caindo
Aí veio o primeiro Natal sem a família e o An0-Novo sem fogos de artifício.
Depois do Ano-Novo a busca por emprego se intensificou. Consegui duas míseras entrevistas. Duas roubadas (assunto pra outro post).
E foi quando fevereiro chegou que a preocupação maior veio. O dinheiro está de fato acabando. Só tinha grana pra mais o aluguel a ser pago em 25 de fevereiro.
*Comecei a escreve este texto e nunca terminei. Estou prestes a completar seis meses de Irlanda, mas resolvi publicar ele assim mesmo, incompleto, pra não perder a ideia. Na sequência, no post de 6 meses conto o que aconteceu depois de fevereiro
Mas, como devem ter percebido, consegui um emprego e não tive que voltar pra casa antes do esperado.
Nem sempre Coca-Cola
Quem me conhece um pouco sabe que meu maior vício é Coca-Cola. Nunca é uma má hora pra tomar o tal refrigerante que enfraquece os ossos. Mas sabem como é… A vida de estudante já é dureza. De estudante morando fora e desempregado então… Dureza sem fim.
E eis que hoje, eu que nunca comprei nem Pepsi cometi minha primeira heresia como cocólatra, comprei a…
Depois do guaraná Verão, chegou a Freeway Cola
Olha, vou contar pra vocês é bem boa. Não é assim uma Coca-Cola, mas o sabor é bem parecido. E o preço? Beem melhor: 55¢ contra € 2 na original. Na minha primeira semana aqui já tinham me falado dela, mas confesso, fui preconceituosa. Pra ela ser IGUAL a Coca falta um pouquinho de ãh…digamos que… atitude!
Mas por esse preço, virei fã. Siiim, vô, vou trair a Coca-Cola, mas é por uma boa causa.
Primeiras impressões – se acostumando com o novo (Parte II)
Demorei quase um dia pra falar inglês pela primeira vez. Isso fora o yes, little e thank you da imigração. Que aliás, foi bem tranquila. (o oficial devia ser bem supersticioso, carimbou meu passaporte na página 13!)
E sim, é bem possível vir pra cá e ficar falando só português. Ruim. Mas possível. No meu caso o pessoal do translado do aeroporto era brasileiro, da casa estudantil idem. Fora isso é possível ver pessoas falando português em todo canto. E não muito difícil de encontrar um funcionário brasileiro em diversos tipos de estabelecimentos. Até na escola onde estudo. Cheguei e fui ensaiando um inglês quando a moça da recepção me diz um Oi bem português.
Argos e as primeira palavras em inglês
Quando cheguei na student house na quarta-feira, dia 17 de novembro, só consegui fazer o básico antes de capotar: comer, tomar banho, fazer algumas ligações pra família e dormir.
No dia seguinte , sai pra resolver as primeiras coisas: ir na escola e comprar comida. Como eu já tinha visto tantas e tantas vezes o google maps sai sem mapa nenhum e boa sorte. Descobri que meu senso de direção é até que bem bom. Não fui pelo caminho que eu tinha traçado e que era bem fácil e rápido pra escola. Decidi me perder primeiro, pra dar uma reconhecida no território.
Que delícia. Olhar as pessoas, as construções. Me sentia num cenário de filme. Sem querer achei o Temple Bar – região histórica e boêmia da cidade – e de repente estava na rua ao lado do Liffey – rio que corta a cidade em Norte e Sul. Leia mais »
Primeiras impressões – da saída do Brasil até Dublin (Parte I)
Ainda tenho a estranha sensação de que não está acontecendo comigo. Mas contrariando este pensamento, fazem quatro dias que estou em Dublin. E há cinco saí de casa.
Ó, dó
A despedida foi rápida: abraços, recomendações. Minha afilhada, tadinha, chorou muito. Eu tentei segurar, mas não adianta, sempre choro, nem que seja só um pouco. O voo até São Paulo foi tranquilo. Cheguei lá na hora prevista. 12h20. Comprei um cartão pro meu celular pra poder falar com casa e fui trocar o resto do dinheiro lá mesmo.
Andei, andei até a hora do check in. Empurrar carrinho com duas malonas não é fácil. Depois fui almoçar o sanduba que vovó preparou – e que foi minha refeição por um bom tempo.
No Free shop, fiz uma comprinha básica. Não resisti à MAC e me joguei num corretivo. 19 doletas.
Me cansei no último de tanto andar na esperança de ir dormindo até Madri. Só na esperança mesmo. Dormi um pouco logo que entrei no avião, mas depois foram só cochilos. Eita troço apertadinho, viu? Ainda mais para pessoas acima do peso e com a busanfa avantajada, como eu. Foi uma das piores coisas evah. Só pensava que não ia fazer essa viagem de volta não. Coisas que pensamos quando estamos cansados e apertados.
Quando lembrei de tomar o Dramim pra dar uma dormida já estávamos chegando. Aí fiquei toda sonolenta, mal consegui tomar o café da manhã.
Na chegada em Madri, mais tranquilo, só se eu tivesse achado um carrinho pra minhas tralhas antes. Não passei pela imigração. Só pelo raio x. O ruim mesmo foi esperar das 7h30 até às 12h25 pra pegar o próximo avião. Eita viagem trabalhosa, sô.
Mas vejam bem, a saga não acabou. No avião da Espanha pra Irlanda tinha uma excursão (Europeu é chique, né?) de sei lá o que. Pirralhanda em peso aprontando muitas confusões no ar.
Finalmente às 14h e alguma coisa do dia 17 de novembro cheguei na Ilha Esmeralda.
Na imigração, entreguei meu passaporte e as cartas todas e o tiozinho só me perguntou se eu falava inglês e se eu já tinha ido pra lá. Minhas respostas: a little e no. Depois ele carimbou meu passaporte, tirou minha fotinho e disse que eu tinha quatro semanas pra tirar o visto ‘permanente’. And that’s all folks.
Pisei, finalmente, na tal Irlanda.
Onde comprar em Dublin
Pode parecer papo de consumista, mas um bom termômetro sobre lugar para onde se está indo é dar uma boa olhada nos sites das principais lojas do país. Durante o tempo em que venho considerando como possibilidade real a ideia de viajar já pesquisei lojas de muitos lugares: Estados Unidos, França, Argentina, Holanda e finalmente o lugar pra onde realmente vou, a Irlanda.
Em questão de preços nada bate os EUA. Mesmo convertendo tem coisas absurdamente baratas e meu sonho é me perder numa Forever 21 física, por que na online já fiz altas compras fictícias. Pena que ainda não entregam por aqui, pois valeria muito a pena. Uma vez fiz uma baita compra, olha foram coisas, e não deu 150 doletas!
Foco: a Irlanda. Então. Encontrei alguns sites de lojas de lá mesmo com preços bem bons – lembre-se: quem converte não se diverte! . Ouvi dizer que a preferida dos brasileiros é a Penneys, com suas roupas baratas porém descartáveis.
Infelizmente não dá pra ver os produtos online. Terei que conferir pessoalmente mesmo.
A Dunnes é tipo hipermercado, sabem? Tem de tudo! Dá pra fazer o rancho, comprar roupas, utilidades domésticas… Mas a diferença para os nossos supers daqui são o ‘estilo’ das roupas. Nada padrão roupa-pra-andar-em-casa que vemos aí nos Bourbons, Bigs, Wallmarts da vida. Bom, pelo menos não é o que parece pelo site.

Este casaco vai pra wish list!
Por que a Irlanda?
Ouço esta pergunta sempre que digo para onde vou.
Explico: desde que consigo lembrar tenho uma inquietação por conhecer lugares. Não só da vontade de viajar, conhecer o lugar pessoalmente, mas aquele desejo de informação. Ler enciclopédias, revistas, mapas – amo mapas – livros de história, de geografia.
Essa alma meio intercambista eu sempre tive. Tornar isso realidade seria um pouco demorado, eu sempre soube. Afinal eu escolhi fazer faculdade primeiro. E infelizmente, grana pras duas coisas eu não tinha. Mas aí o fim da faculdade se aproximou e os planos poderiam começar a tomar forma.
O meu desejo maior sempre foi Londres. E até aí não precisa de muita explicação, justificativas. É um destino comum para se fazer intercâmbio. Só que as regras para se estudar na terra da dona Elizabeth não são tão simples assim e despenderia um orçamento muito maior do que eu poderia planejar a curto prazo.
Aí com a ajuda da Santa Internet eu descobri o programa de Au Pair nos Estados Unidos. E me pareceu bem vantajoso. Não é caro e não tem lá muitas exigências. Nada impossível. Decidida respirei essa ideia uns seis meses. Ficava lendo blogs de meninas fazendo este programa enquanto deveria estar fazendo meu TCC, confesso!
Neste período au-periano pensei na França também. E em outros lugares. Ficava procurando famílias no site Au Pair World e me imaginava morando cada semana em um país diferente. Aí veio a formatura e de repente eu queria aproveitar meu diploma e começar a ser jornalista de fato. Outras dúvidas vieram e acabei desistindo.
Cheguei a pesquisar ainda alguns outros programas nos EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Todos com preços muito elevados para o meu bolso. Foi então, lá por março, que conversando com uma amiga que tinha voltado de Dublin que comecei a cogitar a Irlanda. O motivo principal? A facilidade. Não precisa tirar visto aqui, dá pra trabalhar, não é absurdamente caro.
Ainda assim era um dinheiro que eu não tinha na época. E juntar levaria um bom tempo. Foi aí que no início de setembro tudo mudou. E meio atônita com o “e agora, o que fazer?” Lembrei do intercâmbio e não levei dois dias para decidir.
Então… por que a Irlanda? É a forma mais acessível de, agora, realizar um sonho antigo. É minha porta de entrada para o mundo.
Mas o que tem lá? Onde fica? Bom, essas são perguntas para um próximo post…
