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Primeiras impressões – se acostumando com o novo (Parte II)

Demorei quase um dia pra falar inglês pela primeira vez. Isso fora o yes, little e thank  you da imigração. Que aliás, foi bem tranquila. (o oficial devia ser bem supersticioso, carimbou meu passaporte na página 13!)

E sim, é bem possível vir pra cá e ficar falando só português. Ruim. Mas possível. No meu caso o pessoal do translado do aeroporto era brasileiro, da casa estudantil idem.  Fora isso é possível ver pessoas falando português em todo canto. E não muito difícil de encontrar um funcionário brasileiro em diversos tipos de estabelecimentos. Até na escola onde estudo. Cheguei e fui ensaiando um inglês quando a moça da recepção me diz um Oi bem português.

Argos e as primeira palavras em inglês

Quando cheguei na student house na quarta-feira, dia 17 de novembro, só consegui fazer o básico antes de capotar: comer, tomar banho, fazer algumas ligações pra família e dormir.

No dia seguinte , sai pra resolver as primeiras coisas: ir na escola e comprar comida. Como eu já tinha visto tantas e tantas vezes o google maps sai sem mapa nenhum e boa sorte. Descobri que meu senso de direção é até que bem bom.  Não fui pelo caminho que eu tinha traçado e que era bem fácil e rápido pra escola. Decidi me perder primeiro, pra dar uma reconhecida no território.

Que delícia. Olhar as pessoas, as construções. Me sentia num cenário de filme. Sem querer achei o Temple Bar – região histórica e boêmia da cidade – e de repente estava na rua ao lado do Liffey – rio que corta a cidade em Norte e Sul.

Primeiras impressões – da saída do Brasil até Dublin (Parte I)

Ainda tenho a estranha sensação de que não está acontecendo comigo. Mas contrariando este pensamento, fazem quatro dias que estou em Dublin.  E há cinco saí de casa.

Ó, dó

A despedida foi rápida: abraços, recomendações. Minha afilhada, tadinha, chorou muito. Eu tentei segurar, mas não adianta, sempre choro, nem que seja só um pouco. O voo até São Paulo foi tranquilo. Cheguei lá na hora prevista. 12h20. Comprei um cartão pro meu celular pra poder falar com casa e fui trocar o resto do dinheiro lá mesmo.

Andei, andei até a hora do check in. Empurrar carrinho com duas malonas não é fácil. Depois fui almoçar o sanduba que vovó preparou – e que foi minha refeição por um bom tempo.

No Free shop, fiz uma comprinha básica. Não resisti à MAC e me joguei num corretivo.  19 doletas.

Me cansei no último de tanto andar na esperança de ir dormindo até Madri. Só na esperança mesmo. Dormi um pouco logo que entrei no avião, mas depois foram só cochilos. Eita troço apertadinho, viu? Ainda mais para pessoas acima do peso e com a busanfa avantajada, como eu. Foi uma das piores coisas evah. Só pensava que não ia fazer essa viagem de volta não. Coisas que pensamos quando estamos cansados e apertados.

Quando lembrei de tomar o Dramim pra dar uma dormida já estávamos chegando. Aí fiquei toda sonolenta, mal consegui tomar o café da manhã.

Na chegada em Madri, mais tranquilo, só se eu tivesse achado um carrinho pra minhas tralhas antes.  Não passei pela imigração. Só pelo raio x. O ruim mesmo foi esperar das 7h30 até às 12h25 pra pegar o próximo avião. Eita viagem trabalhosa, sô.

Mas vejam bem, a saga não acabou. No avião da Espanha pra Irlanda tinha uma excursão (Europeu é chique, né?) de sei lá o que. Pirralhanda em peso aprontando muitas confusões no ar.

Finalmente às 14h e alguma coisa do dia 17 de novembro cheguei na Ilha Esmeralda.

Na imigração, entreguei meu passaporte e as cartas todas e o tiozinho só me perguntou se eu falava inglês e se eu já tinha ido pra lá. Minhas respostas: a little e no. Depois ele carimbou meu passaporte, tirou minha fotinho e disse que eu tinha quatro semanas pra tirar o visto ‘permanente’. And that’s all folks.

Pisei, finalmente, na tal Irlanda.